quarta-feira, 2 de setembro de 2009

É AGORA

Então pare por um segundo
E imagine no escuro, uma caixa.

Uma escuridão assustadora e dolorosa.
Uma dor tremenda e impartilhável.
Uma caixa fechada, sem ar.
Se gritar ninguém me ouve.
Não tenho ninguém.
Tenho medo.
Ajuda.
Estava escuro, estava assustada e o coração doía – me, eu gritava mas ninguém me ouvia, estava sozinha e tinha medo, precisava de ajuda.
Saí da caixa, e vi uma luz brilhar, segui-a. A dor passou, pude respirar, o medo foi embora, encontrei pessoas e pedi ajuda.
Ajudaram-me. E logo vi que tal como os outros também era dona de uma vida, mas estava presa a uma sombra. A sombra dos meus erros.
Passava os meus dias a ver a minha vida passar, vendo os outros felizes e realizados.
Chorei.
Sabia que além daquele espaço que me rodeava, havia pessoas à minha espera.
Mas estava presa.
Alguém tinha preso a minha vida as suas mãos.
Consegui soltar-me, e foi ter com os que me esperavam, mas já não se lembravam de mim.
Chorei. E voltei à caixa.
Mas já não tinha medo da escuridão, já nem o coração me doía, já não queria gritar, e o ar já não me fazia falta.
Sabia que mais ninguém me esperava lá fora, não havia razão para sair da caixa.
Fiquei.
Sozinha, isolada, sem medo, sem reação, sem ninguém, sem esperança.
Andei.
Deixei – me guiar através da escuridão.
Andei, andei, andei, andei.
Rezando sempre uma oração silenciosa.
Eu fiz o meu caminho, era só eu.
Não tinha destino e aceitava isso.
Encontrei o fim da caixa, a solidão acabou!
O fim da solidão significava que tinha encontrado algo, alguém.
Ensinou me o caminho para a saída.
A saída que estava presa as minhas costas
Presa as asas que consegui desatar!

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