le livre de vie

"(...) ali, em seus braços. Era o paraíso bem no meio do inferno."

Aspirar o perfume mais intenso
Excitar o desejo mais preciso
Amar o contínuo sofrimento,
De matar, velho, criança ou Narciso
Filmar a cena mais insensata
Sentir a tua presença que me mata.
Sonhar com o ardor mais promíscuo
Com teu corpo ao meu
Queimando no fogo do abismo.
Fuzilando o resto de doçura,
Instigando a vingança impura.
Por tomar-te inteira em meus braços fui castigado,
Por possuir-te fomentando beijos, laços e abraços.
É tão difícil mensurar a vontade
Essa que cresce a todo o momento
E que já se torna um tormento
Ter que esperar pela tua liberdade.
Ter-te por apenas um segundo,
Antes que chegue o dia
E que seja o fim do mundo.
Onde nem o desejo mais infame
Poderá sobreviver.
Se querendo estar contigo
Eu já não posso mais sofrer,
Talvez essas palavras possam te encontrar’
E te agradecer por ter me acolhido,
Mesmo sendo um legítimo caleiro
Agradeço-te por um dia me tomar por inteiro.





Chegou o fim,
Mil dias se tornaram oito meses.
Eu temo não poder suportar tudo mais uma vez.
É demais pra mim.
Quantas vezes eu chorei,
Quantas vezes eu sofri,
Mas tudo deu certo no final,
E agora?
O fim é visto em dor,
A sua ausência me traz tremor,
Eu não me vejo resistir.
Eu sou você,
Você me ensinou a ser assim,
Curou a minha dor
Sarou a minha ferida,
Mostrou-me o q é o amor.
Daí você vai embora,
Me diz Adeus,
É arrancado da minha história,
Dos sonhos que também eram seus.
Importa se a borboleta floriu?
Ela partiu com você,
Pra sempre, pra nunca mais!
Eu nem tenho porque viver,
Viver morrendo,
Sorrir chorando,
Pra mim tanto faz.
A promessa acabou de ser rompida,
Preste atenção no que eu estou falando
É a única saída.
A culpa não é sua,
Não é de ninguém,
É que só assim eu poderei estar contigo
No futuro, no além.
É o que nem mesmo as águas podem separar nem o curso dos ventos, nem a direção dos rios. É transmitido apenas no toque daquela canção, uma simples melodia. Quando elas foram cortadas, continuaram vivas relutando contra o chão! Elas morrem de pé. Nem mesmo as águas podem mudar esta visão. Eu estou ferida, mas eu não caio. Diga as palavras que podem me curar,cante pra mim e, em seguida deixe suas palavras me lembrarem quem eu sou. Você é meu veneno, querem me matar, estão tentando tirar a minha alma, querem me ver morrer. Querem me ver sangrar. Mas você não vai deixar, não é?! Tem o antídoto pra me libertar. As minhas lágrimas não amolecem o seu coração? Você me vê de pé, mas estou morrendo por dentro, em pedaços! Ouça- me , você pode me curar, eu sei que pode! Venha até mim são somente alguns passos. É tudo o que eu preciso neste momento. Você está escolhendo o túmulo pra me acolher. Não importa o quanto você possa ignorar, as minhas lágrimas continuam caindo. Permaneço firme as minhas raízes, elas me deixam soerguer a esperança. Eu estou partindo agora. Mas ouça-me pela última vez, eu só precisava do seu perdão, pra retirar o punhal que está cravado em meu peito. Minhas folhas caem me vejo sucumbir, mas vá, vá logo, eu sinto muito, mas não quero que me veja partir, de pé cair. . .